sexta-feira, 21 de maio de 2010

O mal da mídia (parte 1)


O Mal da Mídia será uma série de textos que eu postarei, com muitas observações, sobre a reação da maioria das pessoas sobre  as coisas que elas vêem na tv, ouvem alguém repetir, recebem por e-mail, etc.E quem sabe, um alerta para que essas mesmas pessoas pensem um pouco sobre a veracidade de toda essa informação, e o que deve realmente ser feito a respeito.

Influenza AH1N1 ou gripe suína.
Tem-se alardeado em todas as mídias que estamos diante de uma nova pandemia. Então como pessoas preocupadas com o nosso próprio bem estar, e também com o de nossos próximos, todos ficamos atentos às noticias que cada dia mais profetizam uma nova catástrofe mundial.
Fizeram-se campanhas e mobilizaram muitas pessoas. Os laboratórios mundiais trabalharam em uma concorrência frenética a fim de o mais breve possível disponibilizar no mercado a vacina salvadora de vidas. Mas vamos nos ater à reação das pessoas.
Pelo mundo todo se alastrou uma preocupação geral tão grande e sem sentido que houve ,em muitos lugares, uma corrida ímpar às farmácias e drogarias, a fim de adquirir todo medicamento que ,supostamente ,fosse eficaz em prevenir a tal gripe. Quando saíram os comunicados oficiais sobre quais medicamentos eram eficazes,houve outra corrida maior ainda ,a esgotar os suprimentos das farmácias. Algum tempo depois, foi anunciada a descoberta da milagrosa vacina, então bilhões foram gastos e campanhas massivas foram organizadas por todo o globo, para que todos tivessem uma chance de escapar ilesos.
Por outro lado, depois dos primeiros anúncios, nada mais se ouviu sobre a grande pandemia.As pessoas que gastaram absurdos com os preços superfaturados em remédios e máscaras para se proteger, apenas tiveram um gasto inútil. Os números oficiais divulgados pela OMS chegaram ao, não tão infeliz , resultado de apenas 114 vítimas fatais registradas por todo o planeta.
Acredito que a histeria gerada por essa notícia se deva ao fato de que esse novo vírus foi comparado ao vírus da gripe espanhola, que matou cerca de 40 milhões de pessoas.
Tendo em vista que nada do que foi dito teve segmento ,eu me pergunto e lhes pergunto o porquê ,sem mais confirmações sérias foi-se gasto tanto dinheiro não apenas pelas pessoas, mais também pelos governos, para proteger o mundo de um vírus que não chegou, de fato ,a merecer a patente de epidemia.
Isso sem contar que o relato das reações adversas causadas em algumas pessoas que tomaram a vacina, chegou a ser pior do que o de algumas pessoas que contraíram o vírus.
Agora pensem sobre um fato: e se nós fossemos entrar em pânico por tudo que fosse divulgado relacionado a doenças?
Ontem mesmo eu li um artigo que estima que 15.000 pessoas sejam infectadas diariamente com o vírus da AIDS. Existem cerca de 35 milhões de pessoas infectadas e 3 milhões de pessoas morrem a cada ano devido à infecção e isso é divulgado em larga escala na mídia mundial,ainda assim em nenhum lugar nós vemos as pessoas acabando com os estoques de camisinha das farmácias nem tornando-se celibatárias. Em suma, eu creio que as pessoas deveriam ter um pouco mais de cautela antes de saírem por aí desesperadas em busca de soluções para problemas que nem sempre  existem.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

uma parábola para ler e refletir...

Desventuras de um rato.
Era um dia como outro qualquer, a não ser pelo fato de que resolvi me aventurar à luz do dia pela rua. Sempre fui meio abusado, ou melhor dizendo, sempre tive espírito aventureiro. E sempre me disseram que isto ainda ia me custar caro.
Saí pelo bueiro da calçada, porta comum entre o nosso mundo sujo dos esgotos e a tão almejada rua com seus odores e ruídos tanto atrativos quanto temidos pra mim.
Eu e meus companheiros só nos aventurávamos no escuro da noite, mas não é a mesma coisa.
Tomei coragem, respirei fundo e saí correndo a atravessar a rua por entre pés e pernas que quase não me notaram. Cheguei ao outro lado.Fiquei quieto num canto, observando, calculando o risco. Passado o primeiro momento, já não achava tão perigoso como haviam me dito. Acreditei até que as pessoas tinham me visto, apenas não se importaram com a minha presença; resolvi dar mais uma volta, dessa vez mais devagar, de um a outro canto ainda com receio, me esgueirando.
Passei por toda a calçada de uma esquina a outra; agora mais confiante, certo de que não se importavam comigo. Até que alguém gritou:
-Aiiiii..., um rato; um rato enorme!!!
Era uma mulher grande e desengonçada que apontava pra mim com pavor mas eu nada tinha feito pra ela estar assim, nem cara feia eu fiz.
Não demorou para que algumas as pessoas estivessem olhando pra mim como que me culpando, outras com raiva. Mas de quê, se eu nada tinha feito contra ninguém? Só estava passeando! Não mordi, não arranhei, não roubei nada, nem um pedacinho daqueles biscoitos que cheiravam tão gostoso perto da onde eu havia me escondido primeiro.E seria tão fácil, já que eu estava no cantinho ao lado da caixa onde eles estavam.
Então porque eles me olham desse jeito? Por que tanta agressividade?
Eu mal acabei de pensar e logo veio um pé não sei de onde quase me acertando, passou tão perto que no susto eu saí correndo em meio aquela gente que se ajuntava ou fugia. Olhavam-me como se eu fosse um monstro. Eu? Logo eu que sempre me achei até bonitinho! Eu que sou tão pequeno em relação a essas pessoas tão hostis e assustadas.
Outro tentou me chutar, eu esquivei; depois outro e mais outro. Eu fugia desesperado, o próximo me acertou de raspão e eu fiquei desnorteado. Nesse meio tempo quase levei uma paulada de um homem.
Eu procurava sem achar o bueiro de onde eu saí, fugindo da agressão sem motivo e da histeria daquela gente.
Eu já estava cansado e toda hora me acertavam de raspão, ate que um me acertou em cheio, tão forte que eu quase desmaiei.Mas por sorte, com a pancada, eu acabei caindo ao lado do meu tão querido bueirinho. Juntei minhas últimas forças e entrei como uma flecha ,jurando pra mim mesmo que de lá eu nunca mais iria sair.
Logo que entrei deixei-me cair de lado, eu sentia muita dor, e ainda ouvia o burburinho que vinha lá de fora, daquela gente ruim que tanto me maltratou, por nada.Eu só queria dar um passeio, ver a luz do dia, sentir o vento, não fiz nem queria fazer mal a ninguém!
Só queria entender porque fizeram isso comigo.O que tinha de mal eu passear? Será que eles não gostam que andem na calçada deles? Será que eles são assim tão egoístas e preconceituosos?
Também não entendi por que algumas daquelas pessoas tinham a expressão de medo no rosto.Medo! Logo de alguém tão pequeno como eu. Acho que essas respostas eu nunca vou ter e agora eu só quero mesmo é dormir, pra ver se essa dor passa junto com a vergonha de ter sido tão humilhado e destratado por nada.
Eu prometo a mim mesmo que nunca mais piso no mundo dos homens : mundo cruel e sem sentido.Vai ver eles fizeram isso com todos os bichos. Quem sabe até com eles mesmos.Com tudo o que é diferente.
Se for assim eu prefiro meu esgoto, que não é tão bonito,é até bem feio, escuro e fedorento. Mas pelo menos aqui não tratamos os outros, feito animais.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Essa tal de globalização.


 
Essa tal de globalização.


De alguns anos pra cá, o conceito de cultura, compreendido como forma de conceitos e costumes de um determinado grupo, tornou-se tão diversificado que se encontra quase indefinível. Se formos avaliar a cultura de um determinado grupo vamos notar que o ciclo de aprendizado e continuação dos costumes e crenças que era herdado através das gerações praticamente foi quebrado, tamanha a diversidade de novas informações, credos, costumes e praticas que chegam ate as pessoas de diversas formas; contato social, jornal, revistas, radio, televisão, ou seja, diversas influências que vem de dentro do próprio meio social; sem contar com o volume de influências externas que não tem ligação alguma com o meio social comum e acabam criando conflitos muitas vezes perturbadores principalmente na convivência entre gerações anteriores e a nova geração.  
Esse fato pode ser constatado apenas observando atentamente um pequeno grupo de indivíduos então a preocupação maior é em como será que poderemos conservar para um futuro próximo os credos e hábitos que compõem a identidade de um povo. Se formos incluir a miscigenação e toda a integração cultural que esta ocorrendo daqui a algum tempo teremos muita dificuldade em constatar os traços étnico-culturais que possam ser descritos como padrão de um povo. Logo em igual prazo não mais serviram de coisa alguma as fronteiras politicas do mundo, pois todas as pessoas terão literalmente se globalizado.
Não precisaremos mais ser brasileiros, chineses, franceses ou americanos. Seremos então única e simplesmente cidadãos do planeta terra. Teremos então a necessidade de constituir um único governo, moeda e constituição.
Bom de certa forma ate que essa concepção de mundo utópico teria suas vantagens. Teoricamente não haveria mais guerras, os recursos naturais seriam mundiais, o que de maneira bem administrada atenderia de forma mais eficiente as áreas defasadas, não teríamos mais problemas com alfandegas, impostos internacionais, terrorismo, etc...
Mas por outro lado, será que realmente gostaríamos de abrir mão da individualidade que possuímos sendo povos diferentes? Ter orgulho dos nossos feitos e conquistas e pesar pelas nossas falhas e derrotas. O simples ato de cantar o hino nacional e sentir a emoção de fazer parte de um país de um povo único com identidade própria; com os problemas e os valores que tanto se lutou para construir. Tanta coisa bonita como a nossa arte e musica o nosso orgulho besta de sermos o país do samba e do futebol e tantas outras coisas que completam a nossa diversidade tão única. Cada canto com seu tanto; da musica regional de cada lugar aos seus problemas sociais, seu folclore suas historias, seu passado. Tanto sangue, suor e lagrimas. Tudo que e nosso para que tenhamos orgulho e também aquilo que nos cabe para nos envergonharmos.
Será que vale a pena trocar tanto esforço e cumplicidade para sermos num futuro próximo apenas mais alguns entre muitos outros indivíduos em uma miscelânea em que nada se destaca. Abrir mão de tudo que foi tão árduo construir em troca de um esquecimento aonde nada se destaca?
Vamos globalizar sim; mas não quer dizer que devemos com isso perder nossas identidades de pátria e cultura, não apenas nos brasileiros, mas todos os povos deveriam ter em mente que não e errado que adotemos novos costumes, pois estamos em constante modificação e evolução. Então criar ou aceitar novas maneiras de comportamento não e errado desde que não deixemos de cultivar e preservar o que nos faz únicos dando a devida atenção ao meio cultural que nos cerca; a tudo que nos construiu e a que devemos o que somos hoje. Tudo isso a nossa eterna mãe gentil pátria amada Brasil!!!

por inicío

Uma Breve Explanação.
No geral temos uma idéia formada sobre a maioria das coisas com que convivemos, mas muitos de nós nunca pararam pra se perguntar se essa idéia formada foi formada por nos ou simplesmente foi inserida no nosso contexto geral sem contestações ou duvidas.
Gostaria de pedir para as pessoas que lerem essa postagem que façam uma reflexão sobre os assuntos que geralmente estão em pauta no nosso cotidiano; como guerra, fome, violência, preconceito e outros. Depois de refletir sobre se perguntem: Eu penso assim? Ou  eu ouvi que era assim?
Na verdade eu penso que na maioria das vezes e por vários motivos acabamos por simplesmente absorver as informações ao invés de racíocinar sobre elas o que acaba por nos tornar meros expectadores da nossa propria vida. 
Eu sei posso estar parecendo muito radical nessa minha ultima sentença mas pensem sobre isso; nós lemos sobre esses assuntos, ouvimos sobre eles ou os vemos na televisão. Ate ai tudo bem, nada nos e questionado,  apenas somos informados sobre a opinião de outras pessoa sobre isso; mas nós mesmos não paramos para nos questionar, ai que esta o equivoco! Se formos conversar com alguém sobre isso acabamos por não expressar a nossa opinião e sim a opinião de uma outra pessoa a qual ouvimos em algum lugar e na maioria das vezes nem nos lembramos aonde. Pensem sobre isso.