quarta-feira, 19 de maio de 2010

Essa tal de globalização.


 
Essa tal de globalização.


De alguns anos pra cá, o conceito de cultura, compreendido como forma de conceitos e costumes de um determinado grupo, tornou-se tão diversificado que se encontra quase indefinível. Se formos avaliar a cultura de um determinado grupo vamos notar que o ciclo de aprendizado e continuação dos costumes e crenças que era herdado através das gerações praticamente foi quebrado, tamanha a diversidade de novas informações, credos, costumes e praticas que chegam ate as pessoas de diversas formas; contato social, jornal, revistas, radio, televisão, ou seja, diversas influências que vem de dentro do próprio meio social; sem contar com o volume de influências externas que não tem ligação alguma com o meio social comum e acabam criando conflitos muitas vezes perturbadores principalmente na convivência entre gerações anteriores e a nova geração.  
Esse fato pode ser constatado apenas observando atentamente um pequeno grupo de indivíduos então a preocupação maior é em como será que poderemos conservar para um futuro próximo os credos e hábitos que compõem a identidade de um povo. Se formos incluir a miscigenação e toda a integração cultural que esta ocorrendo daqui a algum tempo teremos muita dificuldade em constatar os traços étnico-culturais que possam ser descritos como padrão de um povo. Logo em igual prazo não mais serviram de coisa alguma as fronteiras politicas do mundo, pois todas as pessoas terão literalmente se globalizado.
Não precisaremos mais ser brasileiros, chineses, franceses ou americanos. Seremos então única e simplesmente cidadãos do planeta terra. Teremos então a necessidade de constituir um único governo, moeda e constituição.
Bom de certa forma ate que essa concepção de mundo utópico teria suas vantagens. Teoricamente não haveria mais guerras, os recursos naturais seriam mundiais, o que de maneira bem administrada atenderia de forma mais eficiente as áreas defasadas, não teríamos mais problemas com alfandegas, impostos internacionais, terrorismo, etc...
Mas por outro lado, será que realmente gostaríamos de abrir mão da individualidade que possuímos sendo povos diferentes? Ter orgulho dos nossos feitos e conquistas e pesar pelas nossas falhas e derrotas. O simples ato de cantar o hino nacional e sentir a emoção de fazer parte de um país de um povo único com identidade própria; com os problemas e os valores que tanto se lutou para construir. Tanta coisa bonita como a nossa arte e musica o nosso orgulho besta de sermos o país do samba e do futebol e tantas outras coisas que completam a nossa diversidade tão única. Cada canto com seu tanto; da musica regional de cada lugar aos seus problemas sociais, seu folclore suas historias, seu passado. Tanto sangue, suor e lagrimas. Tudo que e nosso para que tenhamos orgulho e também aquilo que nos cabe para nos envergonharmos.
Será que vale a pena trocar tanto esforço e cumplicidade para sermos num futuro próximo apenas mais alguns entre muitos outros indivíduos em uma miscelânea em que nada se destaca. Abrir mão de tudo que foi tão árduo construir em troca de um esquecimento aonde nada se destaca?
Vamos globalizar sim; mas não quer dizer que devemos com isso perder nossas identidades de pátria e cultura, não apenas nos brasileiros, mas todos os povos deveriam ter em mente que não e errado que adotemos novos costumes, pois estamos em constante modificação e evolução. Então criar ou aceitar novas maneiras de comportamento não e errado desde que não deixemos de cultivar e preservar o que nos faz únicos dando a devida atenção ao meio cultural que nos cerca; a tudo que nos construiu e a que devemos o que somos hoje. Tudo isso a nossa eterna mãe gentil pátria amada Brasil!!!

Nenhum comentário:

Postar um comentário